A LEI E A GRAÇA
As falsas religiões existem desde de a Antigüidade e sempre fundamentadas sobre heresias. Toda doutrina antibíblica ou extrabíblica é uma heresia. E toda doutrina, conceito e princípio baseado na Bíblia, porém interpretado erroneamente ou interpretado forçosamente a bel-prazer ou ainda interpretação de um texto fora de seu contexto literário, geográfico e histórico, ou a interpretação de um texto isolado criando um pretexto doutrinário, é uma heresia bíblica.
Veremos nos próximos tópicos algumas verdades bíblicas que não são propagadas nos púlpitos de nossas igrejas. E como tema do nosso estudo leremos o texto de Mateus 7:21-23 :
"Nem todo o que me diz : Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome ? e em teu nome não expulsamos demônios ? e em teu nome não fizemos grandes milagres ? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci ; apartai-vos de mim , vós que praticais a iniqüidade."
Amados irmãos e amadas irmãs pegue sua Bíblia, ABRA A BÍBLIA E CONFIRA TODOS OS TEXTOS BÍBLICOS, esvazie-se de todo conceito doutrinário e dogmático já formado, assim como de todo espírito crítico, ore a Deus, peça unção (1ª João 2:27) e peça sabedoria (Tiago 1:5), leia as referências, e veja o verdadeiro evangelho que foi pregado à Igreja primitiva pelo apóstolo Paulo (Romanos 2:16). ATENÇÃO : NÃO LEIA SEM CONSULTAR A BÍBLIA.
Muitas vezes como povo de Deus, confundimos costumes tradicionais com doutrinas bíblicas; misturamos a Lei e a Graça; e muitas vezes vemos em nosso Pai um grande ditador. O primeiro pecado do homem foi a transgressão de Adão. E o que Adão transgrediu ? Uma lei que dizia : "Não comerás da arvore do conhecimento do bem e do mal..." (Gênesis 2:17) .Pare e pense : e se não houvesse essa lei. Adão não teria nada para transgredir, e assim não teria pecado. Pense novamente: se sem lei não há transgressão, então porque Deus criou aquela lei para Adão?
Deus quando cria uma lei ou nos dá uma ordem, Ele não está pensando em si mesmo, pois não é um ditador. Quando Deus criou aquela lei para Adão, Ele estava pensando em proteger Adão de algo terrível : "... porque no dia em que daquela árvore comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:17). Esta lei foi promulgada somente para Adão, pois Eva ainda não havia sido criada por Deus. Eva comeu o fruto primeiro e depois deu a Adão e este comeu (Gênesis 3:6). Eva , porém, não pecou , pois a lei foi dada a Adão e não a Eva. Contudo, Eva era conhecedora da lei e se deixou enganar por satanás (1ª Timóteo 2:14).
Depois de ter dado uma lei a Adão, Deus só voltou a dar leis a Moisés. Neste longo período entre Adão e Moisés o povo viveu sem lei, portanto, não havia transgressão, pois não havia lei para ser transgredida (Romanos 5:13,14).
Pode alguém cometer um pecado sem lei que antes defina aquele pecado ?
Neste longo período de Adão a Moisés as pessoas que roubavam não transgrediam nenhuma lei, pois não havia lei que dissesse : " Não roubarás " (Romanos 7:7).
Como Deus julgará as pessoas que viveram de Adão a Moisés ?
Estas pessoas pecaram, porém não transgrediram nenhuma lei, e o pecado não é levado em conta quando não há lei que o defina anteriormente como pecado. Deus julgará tais pessoas pelos pecados que cometeram, pois, apesar de não haver lei, tais pessoas foram dotadas de consciência que as acusa ou as defende (Romanos 2:14,15) .
As pessoas que viveram no mundo no período que vai de Adão até Moisés, serão julgadas por terem transgredido suas próprias consciências, e por isso receberam o salário do pecado (Romanos 2:12; 6:23). As pessoas que viveram na época de Noé pereceram, mas não transgrediram nenhuma lei, e por isso Cristo as resgatou conforme suas consciências (1ª Pedro 3:18-21).
O Pacto da Lei
Deus tinha servos fiéis que o adoravam isoladamente como Enos, Enoque, Noé, Jó, etc. Porém, Deus não tinha um povo exclusivamente seu, um povo para o adorar como Deus. Em Abraão Deus formou um povo para si , o povo de Israel. O Senhor Deus viu que precisava fazer um pacto (testamento) com seu povo , e levantou o seu servo Moisés para através dele estabelecer um pacto com Israel. E a Lei é este Pacto (Aliança, Acordo, Concerto, Testamento). Deus fez este pacto somente com o povo de Israel, e não com os outros povos existente na época, que obviamente não eram obrigados a guardar a Lei, que era um pacto entre Deus e Israel somente (Êxodo 6:4;19:5;34:27), e a Lei não justifica ninguém (Gálatas 3:11).
Então por que Deus estabeleceu a Lei em Israel ?
A Lei veio para mostrar ao homem o quanto ele é pecador e o quanto Deus é santo. O homem adulterava e "não sabia" que estava pecando, pois não havia Lei que dissesse : Não adulterarás. Porém , todo homem tem consciência para discernir entre o bem e o mal. Deus firmou o Pacto da Lei para evidenciar que o pecado é uma ofensa a sua santa pessoa (Romanos 5:20). Sendo a Lei um PACTO entre Deus e Israel deveria ser cumprido por ambas as partes. Deus sempre foi fiel ao Pacto da Lei cumprindo a sua parte na integra, abençoando, guardando, alimentando, curando e estando o tempo todo com o povo de Israel. Este povo nunca foi fiel ao Pacto da Lei e jamais cumpriu a sua parte, que era guardar as ordenanças da Lei do Senhor (Deuteronômio 28:1,2). O povo de Israel tinha um grande obstáculo para cumprir o severíssimo Pacto da Lei : " Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos." (Tiago 2:10,11)
OS PROPÓSITOS DA LEI – Êxodo 20:1-26; 24:12
Aqueles que buscam a salvação pelas obras da Lei logo descobrem que estão tentando realizar um feito impossível. Nunca foi dito que a benção viria por meio da Lei, mas, sim, pela fé em Graça. A Lei é oposta à fé (Habacuque 2:4).
A Lei foi dada a Israel, através dos mandamentos, expressando a vontade justa de Deus, os juízos e as ordenanças para governar a vida social e religiosa de Israel, formavam um todo completo e inseparável. A Lei também é a dispensação que foi do Sinai até o Calvário. A Lei foi dada para regulamentar os critérios estabelecidos por Deus, provando que nenhum ser humano é capaz de cumprir tais critérios, estando todos em perdição (Romanos 3:23). A Lei nunca salvou a ninguém. Em todos os tempos o Salvador é Jesus, o Cristo ( Romanos 3:20 – Gálatas 2:16).
A Lei deu ao pecado o caráter de transgressão, ou de culpa pessoal. A Lei foi o aio que nos conduziu a Cristo para que fossemos justificados pela fé. O aio era um escravo especialmente escolhido, cuja função era tomar a criança romana pela mão e conduzi-la até à escola em sua menoridade. Ao terminar a fase escolar daquela criança, ela não precisava mais de seu "tutor" (Gálatas 3: 24,25).
JESUS CUMPRIU O PACTO DA LEI POR ISRAEL
Deus sabendo que o povo de Israel jamais cumpriria toda a Lei , enviou seu Filho, que tornou-se homem e judeu, para cumpri-la pelo povo. Jesus ao iniciar seu ministério terreno disse : "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim revogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido" (Mateus 5:17,18).
Jesus disse que não veio revogar ou destruir a Lei, mas sim cumprir a parte que o povo de Israel jamais conseguiu cumprir, e que por este motivo já havia se tornado uma maldição para os judeus (Gálatas 3:13). Se Jesus veio para cumprir a Lei, então devemos crer que Cristo já cumpriu a Lei. Pensar diferente é dizer que Cristo falhou na sua missão, pois ele mesmo disse: " Eu não vim para revogar, vim para cumprir " (Mateus 5:17).
Jesus disse que o Pacto da Lei não seria revogado sem que fosse cumprido, sendo que Jesus era o único capacitado e encarregado para esta missão impossível ao homem : cumprir a Lei. A Lei foi revogada (após ser cumprida) por causa de sua fraqueza e inutilidade. (Hebreus 7:18,19) Jesus é vencedor, levou até ao fim sua missão, cumpriu a Lei, revogou-a e ainda estabeleceu um NOVO TESTAMENTO, ou seja, o Pacto da Graça. O fim da Lei é Cristo (Romanos 10:4).
O PACTO DA GRAÇA
Próximo de terminar seu ministério terreno Jesus disse: " Isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que por muitos é derramado " (Marcos 14:24).
O Pacto da Lei (Antigo Testamento) era um pacto entre Deus e Israel somente, por este motivo Jesus veio para salvar :
O povo de Israel Mateus 1:21; 2:6
As ovelhas perdidas da Casa de Israel Mateus 10:6
O povo que já era seu povo João 1:11
Deus planejou um pacto melhor, mais abrangente, que fosse perfeito, e então estabeleceu o Pacto da Graça, que é glorioso (2ª Corintios 3:7-11). Deus fez com que o povo de Israel rejeitasse o seu Filho, e então Deus deu as costas para Israel e seu voltou para os gentios (Romanos 11:11), ou seja, as demais pessoas da Terra (João 1:11,12 ). Assim Deus formou para si um novo povo, a Igreja.
Neste Pacto da Graça tudo é novo, até o povo de Deus. Nós não éramos povo de Deus (Romanos 9:25,26) e nem buscávamos a Deus, mas seu Filho Jesus nos conduziu ao Pai (Romanos 10:20), e nos fez o povo de propriedade exclusiva de Deus Pai (1ª Pedro 2:9,10).
Qual a posição de Israel no Pacto da Graça ?
Pacto da Graça é universal , isto é, firmado entre Deus e toda a raça humana , de todos os povos, raças, línguas, tribos e nações (Apocalipse 7:9). Deus endureceu o povo de Israel para que não vissem a superioridade da Graça sobre a Lei (João 12:37-40). Para entrar neste Testamento Israel precisa crer que Jesus é o Cristo.
Deus endureceu todo o povo de Israel para sempre ?
Não, o endurecimento foi parcial (Romanos 11:5-8) e permanecerá até que o ultimo gentio seja salvo (Romanos 11:25,26).
Leia todo o capítulo 11 da carta aos Romanos com muita atenção.
Este pacto foi firmado entre Deus e todos os homens, tendo Jesus Cristo como mediador (1ª Timóteo 2:4,5), não escrito em tábuas de pedras, mas de carne, isto é, nos corações (2ª Corintios 3:3).Coube a Deus todas as tarefas do Pacto da Lei e mais: nos tornar o seu templo; habitar em nossos corpos através do seu Espírito; dar gratuitamente a salvação àquele que crê; etc. Coube ao homem : crer que Cristo nos livrou da Lei ; crer que estamos debaixo da Graça; crer em Jesus como diz as Escrituras (João 7:38); etc. Coube a Cristo como fiador deixar sua glória; tornar-se homem; morrer em nosso lugar, levar nossos pecados, doenças e maldições sobre si ; vencer todos os nossos inimigos ; nos dar livre acesso ao Pai; nos comprar para Deus; nos libertar de prisões; nos dar vida eterna ; nos tornar filhos de Deus; etc.
Por que Cristo firmou um Novo Testamento, o Pacto da Graça ?
Na Antiga Aliança (Lei) estávamos debaixo de maldição, pois ninguém jamais conseguiu cumprir a Lei na íntegra.
"... Maldito é todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las " ( Gálatas 3:10).
Gênesis: A primeira lei implantada - Gênesis 2:16,17
Êxodo: A formação do Pacto da Lei - Êxodo 19:5 ; 20:1-17
Levítico: Os mandamentos gerais - Levítico 27:34
Números: Os mandamentos e os juízos - Números 36:13
Deuteronômio: O livro da Lei - Deuteronômio 31: 24-26
O livro da Lei é o Pentateuco: Na Lei não havia comunhão direta com Deus, tudo era feito através dos sacerdotes; na Graça temos livre acesso ao Pai e nós mesmos somos sacerdotes (Hebreus 10:19,20-Efésios 2:18-1ª Pedro 2:9).
A Graça é um Pacto de superiores promessas, sem defeitos. A Lei era defeituosa (Hebreus 8:6-9), estava doente e não venceu o pecado, mas Cristo venceu. O fim da Lei é Cristo (Romanos 8:3; 10:4). Quando Jesus disse Nova Aliança (Marcos 14:24), ele anulou a Velha Aliança, a Lei (Hebreus 8:13). Pois a Lei não passa de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, bebidas e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma (Hebreus 9:10-12;7:16).
Lembre-se, o fim da Lei é Cristo. Na Lei, ano após ano o povo oferecia sacrifícios a Deus com sangue de animais, mas é impossível que o sangue de animais remova pecado. Cristo com um só sacrifício nos aperfeiçoou para sempre. Deus não se agrada de sacrifícios de animais, e é por isso que Cristo diz : " Remova o primeiro (Pacto da Lei) para estabelecer o segundo (Pacto da Graça) " (Hebreus 10:9).
Leia todo o capítulo 10 da carta aos Hebreus com muita atenção.
OS PROPÓSITOS DA GRAÇA – Romanos 3:24
A Graça é a essência da salvação. A Graça é a maneira de Deus tratar com o homem independente deste merecer ou não. Na Cruz Cristo pagou toda a pena do pecado, pois levou consigo os certificados contendo todos os pecados de toda a humanidade (Colossenses 2:14), e de uma vez por todas resolveu o problema do pecado, eliminando a barreira por ele levantada nas relações entre o homem e Deus (Colossenses 1:20). E o Pai diz: " Também de nenhum modo me lembrarei de seus pecados e das suas iniqüidades, para sempre " (Hebreus 10:14,17).
O profeta Isaías registrou estas palavras do Senhor, que têm o mesmo significado : "Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro" (Isaías 43:25). Estas duas verdades formam o sólido alicerce sobre o qual o crente constrói sua vida espiritual, de modo a experimentar a realidade do perdão de Deus em sua vida diária. Ninguém jamais será condenado por causa do pecado (1ª João 2:2).
A LEI AINDA VIGORA ?
Não, de maneira alguma, pois Cristo já aboliu a Lei e já firmou outro Pacto com a raça humana (2ª Coríntios 3:14). Quando Jesus morreu na cruz, o véu do templo se rasgou de alto a baixo. Isto significou o fim da Lei, pois a partir daquele momento o templo de Deus passou a ser os nossos corpos, onde Deus habita através do seu Espírito. O véu que foi rasgado é Lei, que terminava (Romanos 10:4), pois quando alguém se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado (2ª Coríntios 3:13-17).
Vejamos porque Lei na Graça é inaceitável pelo Senhor :
Cristo já cumpriu a Lei: Mateus5:17-20
Cristo é Senhor do Sábado: João 5:18
Nós não estamos no Pacto da Lei: Romanos 6:14
Nós estamos mortos para a Lei: Romanos 7:4
Nós não estamos na carne: Romanos 7:5
Estamos em novidade de espírito, e não na caducidade da letra: Romanos 7:6
Estamos livres da Lei: Romanos 7:6
A Lei mata: Romanos 7:9
Cristo já foi condenado pelas nossas transgressões: Gálatas 3:19
A Lei não pode vivificar e nem justificar: Gálatas 3:21
Somos guiados pelo Espírito, e não estamos debaixo da Lei: Gálatas 5:18
Nós somos guiados pelo Espírito, logo, somos filhos de Deus: Romanos 8:14
A Lei forma homens débeis: Hebreus 7:28
A Lei mata: 2ªCoríntios 3:6
O fim da Lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê: Romanos 10:4
Diante da Lei todo ser humano é culpado, sendo a Lei um ministério de condenação, morte e maldição (2ª Coríntios 3:7,9;Gálatas 3:10). "... Tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz; para que toda a boca esteja fechada e todo mundo seja condenável diante de Deus" (Romanos 3:19). A Lei não justifica o pecador, nem santifica o crente (Gálatas 3:11,12). A Lei condena o melhor homem, e a Graça salva o pior homem. Não há um justo que possa ficar de pé diante da Lei. Aquilo que deveria servir como o caminho da salvação do homem veio a ser uma maldição : " E o mandamento que era para vida achei eu que era para morte" (Romanos 7:10). A Graça é mais excelente, é superior e tem melhores promessas : "Porque se aquela primeira aliança(Lei) tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para a segunda(Graça)" (Hebreus 8:7).
"Quando ele(Jesus) diz Nova(Graça), torna antiquada a primeira(Lei). Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, está prestes a desaparecer." (Hebreus 8: 13)
Leia todo o capítulo 8 da carta aos Hebreus com muita atenção.
A LEI NA GRAÇA
O apóstolo Paulo teve grandes problemas ao ver que duas igrejas se desviaram da verdade e seguiram heresias bíblicas :
A igreja de Jerusalém – Atos 15:1-35
Nessa igreja, como em muitas de nossos dias, havia pessoas que achavam que deveríamos crer em Jesus e guardar a Lei, sem terem ciência de que quem crê em Jesus não pode guardar a Lei, e quem guarda a Lei está desligado de Jesus (Gálatas 5:4). Houve grande contenda de Paulo e Barnabé contra os hereges que afirmavam ser necessário guardar a Lei. Os apóstolos e presbíteros convocaram um concílio para examinar a questão (Atos 15: 1-5). Durante o concílio houve grande debate, então o apóstolo Pedro que era o pastor daquela igreja, saiu em defesa da verdade dizendo: " Porque tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo (Lei) que nem nossos pais puderam suportar, nem nós ? Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram." (Atos 15:10,11) Podemos ver que guardar a Lei na Graça é tentar a Deus, Pedro vai além ao dizer que todos os que foram salvos no regime da Lei foram salvos pela Graça, pois a Lei não justifica ninguém (Gálatas 4:4,5), pois Cristo em Graça resgatou também os que viveram na Lei antes que viesse a Graça. Se Cristo descesse da cruz, Moisés, Enoque, Elias e todos os profetas do Antigo Testamento desceriam do Céu direto para o Inferno. Tiago, o outro pastor da igreja de Jerusalém toma a palavra e diz : " Pelo que julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios se convertem a Deus..." (Atos 15:19,24) Tiago diz que a Lei de Moisés é pregada até hoje nas sinagogas dos judeus e não nas igrejas do Senhor Jesus Cristo, pois a Lei na Graça não passa de perturbação (Atos 15:21).
O concílio de Jerusalém chegou a seguinte conclusão: " Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais : que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes." (Atos 15:28,29)
As igrejas da Galácia – Toda a carta aos Gálatas
O apóstolo Paulo pregou o evangelho genuíno na Galácia, porém os hereges se infiltraram na igreja pregando que a igreja deveria guardar a Lei de Moisés. Paulo diz aos Gálatas que qualquer pessoa, e até mesmo um anjo do céu que fosse pregar outro evangelho diferente do que ele (Paulo) havia pregado, que tal pessoa fosse anátema (Gálatas 1:6-9).
Paulo diz que a Lei na Graça é segundo os homens, mas ele foi chamado pela Graça (Gálatas 1:10-12). Pois a Lei espreita a liberdade e conduz a escravidão, e quem prega a Lei na Graça são os falsos irmãos (Gálatas 2:4;4:9-11).
Introduzir a Lei na Graça é nos obrigar a viver como os judeus, e nós não somos judeus (Romanos 2:17; Gálatas 2:14). Além disso a Lei não justifica o crente, pois nós estamos mortos para a Lei, portanto não podemos anular a Graça de Deus; pois se a justiça é mediante a lei, segue-se que Cristo morreu em vão (Gálatas 2:11-21). Qualquer pessoa que crê que devemos guardar uma letra da Lei, está crendo que Cristo morreu em vão. Tudo o que Jesus conquistou na cruz nós recebemos pela Graça, mediante a fé e não pela Lei (Gálatas 3:1-5).
A Lei é uma maldição e todos os que guardam os seus preceitos estão debaixo de maldição. No Pacto da Lei, Israel tinha que guardar todos os preceitos da Lei, e se um só preceito fosse quebrado, todos os outros também seriam quebrados (Tiago 2:10,11). Dessa forma ninguém nunca poderia cumprir a Lei, e esta nunca pôde justificar ninguém, e não havia nem um justo sequer.
Na Graça somos justificados mediante a fé (Romanos 3:10-12 ;5:1) e Cristo nos resgatou da maldição da Lei e nos colocou na sua maravilhosa Graça (Gálatas 3:10-13) que é anterior a Lei, pois Deus prometeu a Graça a Abraão e ao seu descendente (Jesus) 430 anos antes de dar a Lei a Moisés. A Lei não pode anular a Graça pois esta é anterior àquela (Gálatas 3:15-17).
De Adão até Cristo o povo de Deus foi salvo pela fé na promessa de que Deus enviaria o Salvador em Graça. De Cristo até hoje o povo de Deus é salvo pela fé no cumprimento dessa promessa.
O Pacto da Lei foi o nosso tutor antes que se cumprisse a promessa da graça em Cristo Jesus, nosso Senhor (Gálatas 3:23-25; 4:1-5). Paulo pergunta aos gálatas se eles querem estar sob a Lei, pois os que estão sob a Lei não são guiados pelo Espírito Santo, e também não são filhos de Deus. Por este motivo devemos lançar fora a Lei e ficarmos na Graça somente (Gálatas 4: 21-31; Gálatas 5:18; Romanos 8:14). Paulo nos diz que as pessoas que pregam a Lei na Graça adulteram a palavra de Deus, pois o verdadeiro evangelho está encoberto para os que se perdem, pois o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos (2ª Coríntios 4:2-4).
OU A LEI OU CRISTO – Gálatas 5:1-12
Muitas de nossas igrejas crêem que devemos guardar preceitos doutrinários da Lei mesmo estando na Graça. Crêem que devemos guardar o sábado ou guardar Deuteronômio 22:5, que fala sobre vestes. Mas a Bíblia nos diz: "Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo de escravidão." (Gálatas 5:1)
Devemos permanecer na Graça onde nós somos livres e não devemos nos colocar debaixo da Lei. (Gálatas 4:21-31) "Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará." (Gálatas 5:2 ) Vemos aqui que Cristo só salva os que estão debaixo da Graça, e que qualquer pessoa que cumpre qualquer preceito da Lei ( a circuncisão é um preceito da Lei) está fora da salvação de Cristo. " De novo testifico a todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei." (Gálatas 5:3) Este texto deixa claro a todo homem que pensa em guardar o sábado, que para guardar um preceito tem que guardar todos os demais preceitos da Lei, Ou seja, milhares de preceitos que não podem salvar ninguém. "De Cristo vos desligastes vós que procurais justificar-vos na lei, da graça decaístes. " (Gálatas 5:4).
Qualquer pessoa que crê que a Lei ainda vigora na Graça está totalmente desligada de Cristo, já decaiu da Graça, e não tem a menor noção de quem é Jesus Cristo e o que ele fez por nós, qual a posição do cristão na Graça de Deus, desconhece por completo o que é ser filho de Deus, desconhece o Deus vivo e as bases do seu Pacto com a Igreja e não tem nem uma vaga noção do que é justificação pela fé em Cristo Jesus nosso Senhor.
O PESO DA GRAÇA
A Graça de Jesus se caracteriza pela grande liberdade dos cristãos (Gálatas 5:1), todavia esta liberdade, não é libertinagem como querem alguns (Judas 4). Jesus disse que o Pacto da Graça tinha em seu fiador um jugo suave e um fardo leve (Mateus 11:30). Ao contrário da Graça, a Lei tem um jugo insuportável que nem o povo de Israel conseguiu suportar e nunca ninguém levará este fardo na integra sobre seus ombros (Atos 15:10).
Hoje vemos em muitas de nossas igrejas homens falando de si mesmos e atando fardos pesados da Lei sobre os seus membros, e dizendo que temos que pagar o preço da salvação, e dessa maneira eles não entram no reino e nem deixam entrar aqueles que de coração, mais sem conhecimento, querem se achegar a Deus através de Cristo (Mateus 23:4,13). O povo de Israel nega que Jesus é o Cristo, e assim negam a Graça e a Verdade que é por Jesus e preferem ficar com a Lei de Moisés sobre suas costas encurvadas pelo peso insuportável do Pacto da Lei (João 1:17;Romanos 11:10).
O Pacto da Lei constava de muitas ordenanças que não podiam justificar ninguém, e eram prejudicial ao homem ao passo que este nunca poderia cumpri-la plenamente, porém Cristo cancelou a nossa dívida pagando o preço de sangue e de morte, e se fazendo maldito em nosso lugar, removeu por completo a maldição da Lei (Colossenses 2:14; Gálatas 3:13).
A LEI DE CRISTO - 1ª Coríntios 9:21
" Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de cristo " (Gálatas 6:2). Jesus cumpriu a Lei Mosaica por nós e levou o jugo insuportável e fardo pesado da Lei Mosaica em nosso lugar e nos deixou o seu jugo suave e o seu fardo leve. Este jugo suave e este fardo leve formam a Lei de Cristo que é o fundamento da Liberdade do cristão. A Lei de Cristo é conhecida como Lei da Liberdade (Tiago 2:12,13) e Lei Perfeita (Tiago 1:25).A Lei de Moisés é conhecida como Lei da Condenação e da Morte (2ª Coríntios 3:7,9) veja porque:
Na Lei de Moisés
Não é licito trabalhar no sábado: Lucas 6:2
Na Lei de Cristo:
Todas as coisas me são lícitas: 1ª Coríntios 10:23
Na Lei de Moisés:
Não toqueis em coisa impura: Levítico 5:2
Na Lei de Cristo
Todas as coisas são puras: Romanos 14:14
Por ser uma Aliança superior à Lei, a Graça é mais severa exatamente por ter o testador morrido pela humanidade para confirmar o Testamento (Hebreus 9:16,17), sendo assim quem profanar a Graça não levando o seu fardo leve e o seu jugo suave por querer levar o pesado fardo que Cristo já levou por nós, o Senhor punirá rigidamente.
Querer introduzir os ritos e o fardo pesado da Lei na Graça é uma profanação do sangue da Graça derramado por Cristo na Cruz, e é também um ultraje ao Espírito Santo (Hebreus 10:26-31). Na Lei os filhos rebeldes e as pessoas adúlteras eram apedrejados até a morte por homens pecadores (Levítico 20:10; Deuteronômio 21:18-21). Na Graça não há distinção de pecados pois todos ofendem a Deus (Romanos 5:17), é por isso que Jesus diz aos homens pecadores que queriam condenar uma mulher adúltera: " Quem não tiver pecado seja o primeiro a atirar a pedra" e ninguém atirou, pois todos eram pecadores também e não podiam condená-la, embora todos quisessem, mas todos são iguais perante o Senhor. E Jesus diz a mulher adúltera:" Nem eu tão pouco te condeno; vai, e não peques mais "(João 8:1-11). Esta é a Lei de Cristo, a Lei da liberdade, onde a misericórdia triunfa sobre o juízo, ou seja, a Graça triunfa sobre a Lei, o perdão triunfa sobre a condenação. E é por esta Lei da Liberdade que seremos julgados (Tiago 2:12,13) A lei de Cristo é a lei da fé e do amor e da liberdade (Romanos 3:27,28;Gálatas 6:1-5), e não visa o interesse próprio, e sim o interesse de outrem (1ª Coríntios 10:23,24), por isso a lei régia é : Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Tiago 2:8).
"A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros: pois quem ama ao próximo, tem cumprido a lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor." (Romanos 13:8-10)
JUSTIFICAÇÃO
Muitas vezes ouvimos em nossas igrejas preletores dizerem que é necessário guardar pontos da Lei para sermos salvos. A Bíblia nos diz que não há um justo sequer sobre a terra, porém nós fomos e somos justificados pelo sangue de Jesus. Justificação é algo que ocorre no momento da verdadeira conversão a Cristo, e uma só vez. É o ato jurídico pelo qual Deus nos declara sem pecado, isto é, sem culpa. Assim Deus transfere a nossa culpa para o seu Filho Jesus Cristo, condenando-o a morte de Cruz em nosso lugar. Por isso Cristo expiou os nossos pecados, fazendo-se a nossa propiciação.
A justificação é pela fé e nos traz paz, pois sabemos que se Cristo já foi condenado pelos nossos pecados, nós não poderemos ser condenados por termos cometidos tais pecados, pois Cristo já foi condenado em nosso lugar (Romanos 5:1). Sabedores que somos justificados mediante a fé pelo sangue de Jesus (Romanos 5:1,9), cremos então que nunca poderemos ser justificados pela Lei, pois esta não justifica a ninguém (Gálatas 2:16; 3:11). O que muitas vezes os pregadores ignoram é que quem olha para a Lei dá as costas para Cristo e está desligado de Cristo (Gálatas 5:4). A Lei era inútil e nunca aperfeiçoou coisa alguma, mas pela Graça chegamos a Deus (Hebreus 7:18,19): "Pela Graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie " (Efésios 2:8).
O pecado é um ato, uma má obra, é a transgressão de uma lei. O pecado é também por palavras e declarações que transgridem uma lei, como a blasfêmia, a maledicência e a difamação. Mais raramente o pecado pode ser um pensamento. Porém, a grande maioria dos maus pensamentos são tentações que devem ser repudiadas. Se você pensar em fazer um mal para o seu próximo e desistir, você venceu o pecado. " Não podemos evitar que as andorinhas voem sobre nossas cabeças, mas podemos evitar que elas façam ninhos em nossas cabeças."
As boas obras não podem nos salvar e nem nos levar para o Céu.
As más obras não podem nos condenar e nem nos levar para o Inferno.
Estas afirmações acima são verdadeiras pois: " Ele (Cristo) é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro " (1ª João 2:2).Sendo assim, se Cristo morreu pelos pecados do mundo inteiro, ninguém poderá ser condenado ao Inferno por ter cometido pecado, seja ele qual for. Quando um filho de Deus peca, o próprio Deus, na sua função de Pai, o disciplina com açoites (Hebreus 12:6-11). E também temos um advogado junto ao Pai que intercede por nós (Romanos 8:34; Hebreus 7:25; 1ª João 2:1).
O homem ímpio será julgado e condenado por :
Não crer em Jesus como Cristo e Senhor: João 16: 8,9 – João 7:38
Não crer na existência de Deus: Romanos 1:19,20 – Hebreus 11:6
Blasfemar contra o Espírito Santo: Mateus 12:31,32
Negar a Jesus Cristo: 2ª Timóteo 2:12
Não amar ou não perdoar o próximo: 1ª João 4:20,21
Não crer na Verdade: 2ª Tessalonicenses 2:9-12
A Verdade é o Pai ( João 17:3 ), o Senhor Jesus ( João 14:6 ), o Espírito Santo (1ª João 5:6), a Bíblia Sagrada (João 17:17).
A incredulidade não é um ato como o pecado, a incredulidade é um sentimento perverso que nos afasta de Deus através da dúvida (Hebreus 3:12,19). Vemos aqui, que o homem não é condenado ao inferno por causa de seus pecados, e sim pela sua incredulidade. Deus não desculpa os homens que têm conhecimento da sua existência e não o glorificam como Deus, preferindo adorar a criatura no lugar do Criador. Por causa disso Deus entregou tais homens à imundícia e a paixões infames, pelos seus anseios, para desonrarem seus próprios corpos (Romanos 1:18-27). E o próprio Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira (2ª Tessalonicenses 2:11).Os pecados são as operações do erro causadas pela incredulidade. O cristão é salvo por sua fé em Jesus (Marcos 16:16), e não pelo que faz ou deixa de fazer, pois se for por isso, a Graça deixa de ser Graça (Romanos 11:6). E o ímpio é condenado por não crer (João 3:17,18). Por crermos na Verdade não somos ímpios, ou seja, praticantes de pecados, Pois Deus não nos entregou ao erro como fez com eles, pois demos crédito a Verdade (2ª Tessalonicenses 2:9-12), e o pecado não tem domínio sobre nós (Romanos 6:14).
" Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade". (Hebreus 3:19)
"Tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para os transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros, e para tudo o que se opõe à sã doutrina". (1ª Timóteo 1:9,10)
Nós éramos tudo isso, porém nós fomos lavados, santificados e justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus (1ª Coríntios 6: 9-11). Devemos crer que somos salvos inteiramente pela Graça do Senhor Jesus, pois a Graça não é apenas uma dispensação, mas principalmente, um favor imerecido de Deus por nós, pois fomos salvos quando éramos ainda ímpios (Romanos 5:6-8).
A LEI E O PECADO – Romanos 7:7-9
... porque sem lei está morto o pecado" (Romanos 7:8).
A Bíblia nos mostra que a Lei é santa, boa, justa e espiritual se for cumprida total e legitimamente (1ª Timóteo 1:8;Romanos 7:12). Todavia, como cumprir toda a Lei é impossível aos homens, a Lei se tornou enferma, maldição, inútil e carnal (Romanos 8:3;Hebreus 7:16). As nossas igrejas que têm costumes mais rígidos fundamentados sobre a Lei de Moisés, se consideram mais santas do que as igrejas mais liberais (não libertinas), que têm seus costumes baseados na Graça.
Vejamos o que a Bíblia nos diz da relação da Lei com o pecado : "Porque a lei suscita ira; mas onde não há lei, também não há transgressão" (Romanos 4:15). Quanto mais a Lei invade a Graça por nossas igrejas legalistas, o pecado a acompanha. Sendo assim, as igrejas mais rígidas têm mais ira e mais transgressões, pois há muitos preceitos para serem quebrados. Portanto : Quanto mais rígida for a igreja mais pecadora ela será.
Mas afinal, Jesus nos salvou de que?
Dentre muitas coisas Jesus nos livrou do pecado (transgressão da lei), da maldição da Lei e da ira da Lei (Gálatas 3:13;Romanos 5:9). Deus sempre pensa em tudo. Sabedor de que a Lei suscita ira, Deus fez um plano para nos salvar da ira da Lei , pois éramos filhos da ira (Efésios 2:3). Como sem a Lei está morto o pecado, alguns acham que podem pecar a vontade por estarem debaixo da Graça. O pecado é senhor de todo aquele que o pratica. E o cristão não pode servir a dois senhores (Romanos 6:15,16). A Lei veio para avultar o pecado, mas onde abundou o pecado, superabundou a Graça (Romanos 5:20,21). Nós morremos para a Lei para pertencermos a Cristo, o Senhor, pelo qual obtemos a salvação (Romanos 7:4).
Hoje vemos em nossas igrejas pessoas querendo ressuscitar-nos para o pecado ao impor a Lei na Graça, pois o pecado tem domínio sobre os que estão na Lei (Romanos 6:14). Vejamos o que o Espírito Santo diz através do apóstolo Paulo :
O pecado é realçado pela Lei: Romanos 7:5
Não estamos subordinados a Lei: Gálatas 3:23-26
Nós estamos libertos da Lei: Romanos 7:6
Nós estamos mortos para o pecado: Romanos 6:11
O pecado vem por meio da Lei: Romanos 7:7
O pecado está morto sem a Lei: Romanos 7:8
A Lei traz a morte através do pecado: Romanos 7:9-11
Pela Lei vem o pleno conhecimento do pecado: Romanos 3:20
" ... eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera : Não cobiçarás." (Romanos 7:7)
DÍVIDA OU FAVOR – Romanos 4:4,5
Muitas vezes cobramos bênçãos a Deus como se ele fosse obrigado a nos abençoar, pois nos achamos merecedores e dignos de receber as bênçãos de Deus, pois "fazemos a obra de Deus, pagamos o preço da salvação e guardamos a Lei, usamos roupas de crentes, etc. Jesus disse que o Pacto da Graça é um FAVOR e não uma dívida de Deus para com o homem (Mateus 26:28). E Deus sempre nos abençoa (Efésios 1:3).
"Pela Graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8)
Somos salvos pela Graça, que é um dom (presente, dádiva) de Deus, e não o pagamento pela nossas obediências, ou pelas nossas obras, ou pela nossa santidade ou pelos nossos esforços. Pois o Reino dos Céus nos é dado como presente, e não mais é tomado por esforço como era nos dias de João Batista, o último profeta da Lei (Mateus 11:12,13). O homem é justificado pela fé no evangelho da Graça e será julgado conforme este evangelho (Romanos 1:16,17;2:16), pois tudo o que a Lei diz aos que vivem sob a Lei o diz, e ninguém nunca será justificado pela Lei (Romanos 3:19,20).
" Mas agora , sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; ... sendo pois justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus." (Romanos 3:21,24)
Nós somos herdeiros de Deus pela fé, por isto não podemos anular a Graça por causa da Lei, pois neste caso Cristo morreu em vão (Romanos 4:13,14;Gálatas 2:21). Recebemos o Espírito Santo pela Graça e Deus atua em nós pela fé, nunca pela Lei (Gálatas 3:2-5). Deus nos salva não porque somos merecedores, mas sim por um enorme FAVOR que Deus nos faz. Nós não somos dignos, porém éramos devedores, mas Cristo cancelou a nossa divida ( Colossenses 2:14 ). Quando Deus aniquila as nossas ilusões e realça a falência dos nossos méritos, devemos dar-lhe graças. Pois só assim receberemos o dom gratuito (Romanos 5:16). Jesus deixa claro que a salvação, a vida eterna, é um presente de Deus para a humanidade, e quem quiser receberá este presente inteiramente de graça. Não temos de pagar preços, não há dívidas. Tudo isto é um gesto de amor de um Deus bondoso, que não poupou seu filho piedoso, que voluntariamente deu sua própria vida e que pelo Espírito Santo misericordioso se ofereceu ao Pai como o sacrifício perfeito pela humanidade (Hebreus 9:14).
" E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida." (Apocalipse 22:17)
" Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor , e, sim, como dívida. Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça." (Romanos 4:4,5)
OS SENSATOS E OS DÉBEIS
A Igreja de Deus é formada por crentes sensatos e por crentes débeis na fé. Isto porque há crentes que baseiam sua força no que fazem ou deixam de fazer, e se esquecem que tudo o que somos e temos é um grande favor de Deus para nós. Há crentes que acham que só podem enfrentar o diabo se estiverem "certinhos", esquecendo que a nossa arma é o nome de Jesus, e não nós mesmos, pois a nossa justiça não passa de saco de vento (Isaías 64:6). Há crentes que tem medo de feitiçaria, sem saber que Deus é infinitamente maior (Números 23:23). Tais pessoas ignoram que ninguém pode nos acusar e nem nos condenar (Romanos 8:1,33,34). Pastores dogmáticos que só pregam o pecado e suas conseqüências, e só dizem o que o diabo faz ou pode fazer, tais pastores falam como se fossem ministros do diabo, e geram crentes débeis na fé, que não sabem lutar, não conhecem as suas armas e não conhecem o Deus que tem (2ª Coríntios 10:4,5). O crente sensato é aquele que confia somente em Deus, e não naquilo que faz ou deixa de fazer (Romanos 4:6). O que muita gente ignora é que o homem é carnal, vendido a escravidão do pecado, e por isto não faz o que prefere e sim o que detesta, pois o pecado habita em nossa carne. O querer o bem está em nós, mas não o efetuá-lo (Romanos 7:14-20). Ao cumprir e revogar a Lei, Cristo nos libertou desta escravidão do pecado (João 8:32,36).
Para evidenciar as diferenças entre o cristão sensato e o cristão débil, faremos uma simples planilha de alguns textos bíblicos, analisaremos primeiramente o perfil do crente débil na fé :
Crente Débil
Segue a doutrinas humanas: Colossenses 2:20-23
Não tem conhecimento e se contamina: 1ª Coríntios 8:7
Se ofende com a liberdade do sensato: Romanos 14:21
Acha que existe coisas impuras: Romanos 14:14
Não aceita a opinião do sensato: Romanos 14:5,6
Depende de si para ficar de pé: Romanos 14:4
Julga e despreza o sensato: Romanos 14:3,10-12
Acha que é mais santo por cumprir mais leis: Mateus 23:23-28
Segue a muitas leis dogmáticas: Romanos 14:2
Diz que é sensato, para ele o sensato é que é o débil: Lucas 18:9-14
Só a denominação dele é a certa: Romanos 14:5,6
Confia no que faz ou deixa de fazer: Lucas 18:10-14
Se acha o dono da verdade: Colossenses 2:16-19
Quer sempre discutir opiniões: Romanos 14:1
Crente Sensato
Acolhe o débil: Romanos 14:1
Respeita a opinião do débil: Romanos 14:2
Não considera nada como impuro: Romanos 14:14
Se preocupa com o débil: Romanos 14:13,15,20,21
Reduz sua liberdade por causa do débil: 1ª Coríntios 8:9-13
Considera todas as coisas lícitas: 1ª Coríntios 10:23
Busca o interesse do débil: 1ª Coríntios 10:23-33
Sua força vem de Deus: Efésios 6:10
Depende da misericórdia de Deus: Lucas 18:10-14
Tem liberdade: Gálatas 5:1
Não segue doutrinas humanas: Colossenses 2:20-23
Leia com muita atenção :
Romanos 14:1-23 1ª Coríntios 8:1-13 1ª Coríntios 10:23-33
Lembre-se : Estando desligado de Cristo , o homem nada pode fazer. E fora de Cristo não há salvação. (Gálatas 5:4 - João 15:5 - Atos 4:12)
" Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das cousas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo. Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado sem motivo algum na sua mente carnal, e não retendo a Cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus." Colossenses 2:16-19
" Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, afim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão." Gálatas 2:19-21
"CONCLUÍMOS, POIS, QUE O HOMEM É JUSTIFICADO PELA FÉ, INDEPENDENTEMENTE DAS OBRAS DA LEI." Romanos 3:28
REALIZAÇÃO
Marcos Alexandre Damázio da Silva
quinta-feira, 12 de junho de 2008
A LEI MOSAICA x A GRAÇA DE CRISTO
Postado por
Irineu Bosco Palaver
às
17:32
1 comentários
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Honrando ao Senhor com nossos bens
Honrando ao Senhor com nossos bens
Precisamos aprender a dar porque amamos mais a Deus do que aos nossos bens
“Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; assim se encherão de fartura os teus celeiros, e transbordarão de mosto os teus lagares.” (Pv 3.9-10.)
Temos aqui uma promessa de Deus... que tem o seu “sim” e seu “amém” (2Co 1.21). Este texto fala de Deus enchendo seu povo com a sua provisão.Não temos celeiros e lagares hoje de forma literal como os judeus daquela época, mas devemos entender que Deus está se referindo à provisão abundante.
É da vontade de Deus suprir os seus filhos materialmente. Há diversas promessas na Bíblia que se referem a isto (Sl 23.1; Fl 4.19). Contudo, isto não se dá de forma automática. Esta promessa é condicional, ou seja, não se cumpre por si só, depende de cada um de nós para que possa ser concretizada. O texto pode ser divido em duas partes: aquilo que nós temos que fazer; e o que Deus fará depois que fizermos a nossa parte. Esta promessa divina é sobre provisão e prosperidade (não entenda como riqueza), e revela a vontade do próprio Deus para seus filhos.
Contudo, muitos crentes sinceros não a tem experimentado. Acredito que isto tem se dado justamente porque há uma dimensão de entendimento por trás desta promessa que ainda não tem sido penetrada pela maioria dos crentes. Temos ouvido muito sobre as bênçãos do dar, e acredito nesta doutrina porque é bíblica. Mas a Palavra de Deus não nos ensina somente a dar, mas também a forma certa de fazê-lo! Creio que este texto nos revela mais sobre a atitude que devemos ter, do que a dádiva em si. Veja bem: quando afirmamos que Deus responde as orações, estamos afirmando algo bíblico e verdadeiro. Mas a Escritura Sagrada não nos ensina apenas a orar, mas revela também que há uma forma correta de se fazer isto. Percebemos este princípio na epístola de Tiago, onde lemos: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal...” (Tg 4.2). Logo, precisamos aprender a pedir, mas também precisamos aprender a forma certa de fazê-lo!
Acredito que o mesmo se dá com o ato de dar e ofertar ao Senhor. Foi por isso que Paulo instruiu os coríntios: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (2Co 9.7.) As Escrituras falam de gente como Caim que ofertou ao Senhor sem, contudo, ser aceita, uma vez que havia algo errado em sua atitude. O princípio da honra O conselho que Deus nos dá por meio de Salomão é o de HONRAR ao Senhor com nossos bens. O que está em questão aqui é a manifestação da honra, e não os bens em si. O uso dos bens é só um meio para expressar esta honra. Deus não está interessado em nossa oferta, e sim na atitude que nos leva a entregar-lhe a oferta.
Um dos maiores exemplos disto está no que Deus pediu a Abraão: o sacrifício de Isaque (Gn 22.1-10). Na hora de imolar o filho, o patriarca foi impedido de fazê-lo, e o Senhor deixou claro que só queria a expressão da honra, e não privá-lo de seu filho. Mas ao pedir justamente o que Abraão mais amava, o Senhor estava lhe dando uma oportunidade de honrá-lo tremendamente. Vemos o mesmo princípio revelado de forma inversa, quando Ananias e Safira trazem uma oferta de alto valor, mas com a motivação errada e recheada de mentira. O que aconteceu? Deus se agradou? De forma alguma! Lemos em Atos 5.1-5 que o Senhor os julgou pelo que houve. O Pai Celeste não queria o dinheiro deles, e sim uma atitude de honra. Honrar significa distinguir, fazer diferença. Portanto, Deus deseja ser distinguido de todas as demais coisas em nossas vidas, mesmo as que temos como mais preciosas.
Mas porque Deus anseia ser honrado? Sabemos que ele é infinitamente perfeito. Logo, não tem nenhum problema de rejeição ou auto-aceitação. Então, porque ele busca tanto ser honrado? Deus o faz pelo simples fato de que deseja que sejamos abençoados! É isto mesmo! O Reino de Deus funciona por princípios. E um dos princípios que o Senhor estabeleceu é o seguinte: [...] “eu honro os que me honram, mas aos que me desprezam, desprezarei.” (1Sm 2.30.) Deus não está atrás de nossas ofertas, e sim da honra expressada por meio dela: “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? – diz o Senhor dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais: A mesa do Senhor é desprezível. Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? – diz o senhor dos Exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda a sua graça; mas, com tais ofertas nas vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos. Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta.” (Ml 1.6-10.)
Quando Deus instituiu as ofertas, esperava ser honrado através delas, e não buscava a oferta em si. Através do profeta Malaquias, o Senhor está dizendo que preferia o templo fechado a receber uma oferta que não expresse honra.Nos dois níveis de relacionamento com Deus em que nos enquadramos (o de filho e o de servo), espera-se que haja honra. “Estando ele em Betânia, reclinado à mesa em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro cheio de bálsamo de nardo puro, de grande preço; e, quebrando o vaso, derramou-lhe sobre a cabeça o bálsamo. Mas alguns houve que em si mesmos se indignaram e disseram: Para que se fez este desperdício do bálsamo? Pois podia ser vendido por mais de trezentos denários que se dariam aos pobres. E bramavam contra ela. Jesus, porém, disse: Deixai-a; porque a molestais? Ela praticou uma boa ação para comigo. Porquanto os pobres sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; a mim, porém, nem sempre me tendes. Ela fez o que pode; antecipou-se a ungir meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que, em todo o mundo, onde quer que for pregado o evangelho, também o que ela fez será contado para memória sua.” (Mc 14.3-9.)
Observe o que esta mulher fez. Certamente ela honrou ao Senhor com sua atitude, e permitiu que, através de seu ato, o Senhor também pudesse honrá-la. Estamos estudando acerca desta mulher por ordem de Jesus. E isto não foi decidido por ele só para termos o que aprender, mas para que esta mulher jamais fosse esquecida pelo que fez. Se a honra que o Senhor nos concede está ligada à honra que para com ele praticamos, então podemos dizer que esta mulher, Maria de Betânia, conseguiu ir fundo em sua atitude. Em geral, este texto é usado para falar acerca de adoração – e concordo com isso – mas, o que a maioria dos crentes não se apercebe é que seu contexto envolve dinheiro, e não música. Este é um tipo de adoração silenciosa, mas que certamente enche o coração de Deus.
O que podemos aprender com esta mulher e as pessoas que estavam naquele banquete? A primeira coisa que Deus falou ao meu coração neste texto, é que normalmente vinculamos nossas ofertas a uma necessidade específica.Como pastor percebo muito bem isto; sempre que desafiamos as pessoas a ofertarem com vistas a um propósito específico, elas correspondem mais. E quero declarar que temos errado neste ponto. Vemos exemplos bíblicos de ofertas que foram levantadas visando suprir uma necessidade, como foi no caso do tabernáculo de Moisés, por exemplo. Isso em si não é errado, mas há uma mentalidade errada que entrou juntamente com a prática deste princípio: a de que temos sempre que achar um destino de utilidade justificável para a oferta.
Quando aquela mulher quebrou o vaso e derramou o perfume, ela estava praticando um desperdício. Não havia razão – diante do raciocínio humano – para se fazer aquilo. E estamos falando de uma oferta altíssima, especialmente para a simplicidade que enxergamos naquele lar! Mas ninguém reclamou do valor que a mulher decidira abrir mão por amor ao Senhor. Trezentos denários era muito dinheiro.Um denário era a paga de um dia de trabalho. Os judeus trabalhavam seis dias por semana, portanto, em um mês de 30 dias, ganhavam cerca de vinte e seis denários (descontando os quatro sábados de descanso); o perfume “desperdiçado” podia ser vendido (de segunda mão) por trezentos denários, mas talvez tenha custado até mais que isso para a mulher. Isto dava mais de um ano de salário de um trabalhador normal!
Note que ninguém se importou com a oferta em si, mas com o fato dela não poder ser utilizada dentro do que era esperado fazer com o dinheiro. Da mesma forma, acredito que temos perdido a essência da oferta, que é dar ao Senhor honra. Só pensamos naquilo em que o dinheiro pode ser aproveitado. Se a oferta for para melhorias no templo, todo mundo dá, pois vai redundar em conforto para quem está dando. Mas quando se trata de ofertar para quem está no campo missionário, não nos sentimos tão dispostos! Você não acha isso errado?Não temos nos preocupado de verdade em agradar ao Senhor.
A maioria das mensagens sobre contribuição nos faz crer que dizimar e investir num título de capitalização são a mesma coisa. Não nego que Deus fez promessas acerca de nos abençoar. Malaquias 3.9-12 é muito claro sobre isto. Mas o que faz com que Deus nos abençoe? Não é o dar em si, mas a atitude de honra que demonstramos por trás do dar.
Há crentes que dizimam, mas sonegam os impostos, pisam nas pessoas com quem negociam para ganhar dinheiro, exploram os necessitados e acham que porque dizimaram Deus lhes prosperará. O dízimo trás bênçãos enquanto está sendo uma expressão de honra ao Senhor. Mas quando o isolamos deste princípio, estamos literalmente anulando a promessa do Senhor. Honrar ao Senhor com nossos bens diz respeito a muito mais do que dizimar. O dízimo é apenas uma parte disto (se entregue de forma correta).
Quebrando o senhorio do dinheiro a Bíblia é clara em nos revelar que o dinheiro é um concorrente ao senhorio de Cristo em nossa vida: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6.24.) Paulo chamou a avareza de idolatria (Cl 3.5). Jesus disse que o que é elevado entre os homens perante Deus é abominação (Lc 16.13-15); e ele falava acerca da ganância dos fariseus quando fez esta afirmação.
No livro “O Seu Dinheiro” (Bless Editora), Howard Dayton afirma que “há na Bíblia quinhentos versículos sobre oração, menos de quinhentos sobre a fé, porém, mais de dois mil trezentos e cinqüenta sobre dinheiro e posses”. Este não é um assunto sem importância. As Escrituras falam mais dele do que sobre muitos outros temas que julgamos vitais para uma vida cristã sadia. O dinheiro em si não é problema. A Palavra declara que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm 6.10). Alguém pode amar o dinheiro sem tê-lo, e alguém pode ter dinheiro sem amá-lo.
O salmista declarou: “Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração” (Sl 62.10). Ninguém precisa jogar o dinheiro fora; o problema não é o crente ter dinheiro, e sim o dinheiro ter o crente! Já vimos que Deus não está interessado em nosso dinheiro, e sim na honra que lhe conferimos.
Mas porque Deus deseja justamente ser honrado com nossas finanças? Quando conseguimos honrar ao Senhor justamente nesta área que mais domina e prende nosso coração, estamos cumprindo o verdadeiro sentido da palavra honra: fazer distinção e colocá-lo acima dos nossos maiores valores.Precisamos aprender a dar porque amamos mais a Deus do que nossos bens, e não só pela utilidade da oferta em si.
Fico pensando qual seria minha reação se visse algum irmão da nossa igreja queimar alguns maços de notas de cem reais no culto de adoração... o que a aquela mulher fez foi algo parecido. Ela não deixou aproveitar nem o vaso! Não acredito que devemos cultivar uma atitude de desperdício, mas que devemos aprender a dar mesmo se o dinheiro não se aproveitasse para nada.Dar só para dizer a Deus que ele está acima do dinheiro em nossas vidas já seria motivação suficiente para honrá-lo.
Contudo, o Senhor ainda permite que o dinheiro seja utilizado no avanço do seu Reino e que ainda redunde em bênçãos para aquele que o dá. Mas certamente precisamos mudar nossa mentalidade acerca deste assunto e assumir a ótica de Deus para nossas ofertas.
Como Deus vê nossas ofertas? O Senhor vê nossas ofertas de modo diferente do que costumamos ver. Observe: “E sentando-se Jesus defronte do cofre das ofertas, observava como a multidão lançava dinheiro no cofre; e muitos ricos deitavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, lançou dois leptos, que valiam um quadrante. E chamando ele os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos os que deitavam ofertas no cofre; porque todos deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha para seu sustento.” (Mc 12.41-44.)
Assim como no dízimo Deus estabeleceu uma proporção (ou fatia) do orçamento a ser devolvida para ele, também no que diz respeito às ofertas ele considera a possibilidade de cada um. Este texto bíblico nos revela que uma viúva pobre deu mais do que os ricos que lançavam muito dinheiro. Para eles, aquelas grandes quantias eram troco, mas para a viúva, significava tudo o que ela possuía para viver.
Quem mais honrou a Deus com sua oferta? Certamente foi a viúva que deu tudo, e não os ricos. Ela demonstrou amor genuíno, os outros só cumpriram com sua obrigação... mas infelizmente temos a mania de achar que a oferta só tem sentido quando faz diferença no caixa da igreja. Da mesma forma como com a mulher que quebrou o vaso de alabastro, esta viúva também não fez diferença para o caixa da igreja. Mas demonstrou honra, e isto é o que importa.
Honra com bens que não chegam ao Reino. A Bíblia fala de outras ofertas que não produzem diferença no caixa e contabilidade da igreja: “O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, que lhe retribuirá o benefício.” (Pv 19.17.) Há ocasiões em que seremos levados a exercer misericórdia e dar esmolas. Este dinheiro não vai fazer diferença no caixa e contabilidade da igreja, mas Deus o recebe como se fosse para ele. E recompensa aquele que se preocupa com o que é importante para ele.
No chamado Sermão da Montanha, Jesus nos ensinou a ter uma atitude de não brigar por causa dos bens materiais. Há momentos em que a melhor atitude é abrir mão do que temos: “E ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa.” (Mt 5.40.)Paulo ensinou o mesmo princípio aos irmãos de Corinto: “Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, constituís como juízes deles os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Será que não há entre vós sequer um sábio, que possa julgar entre seus irmãos? Mas vai um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos? Na verdade já é uma completa derrota para vós o terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes a fraude?” (1Co 6.4-6.)
Quando deixamos de lado uma causa que é nosso direito, simplesmente para evitar um escândalo ou mau testemunho, e fazemos isto de coração, para que o Senhor seja honrado, mesmo sem que o dinheiro vá para o “caixa” do Reino de Deus, o Senhor o recebe como se tivesse ofertado na igreja. Isto também é honrar ao Senhor com nossos bens!
A Bíblia ainda nos fala de Jó, a quem o diabo roubou todos os bens (Jó 1.12), mas que manteve uma atitude correta diante das perdas. Sua mulher lhe disse para amaldiçoar seu Deus e morrer, mas ele demonstrou crer que seu Redentor vivia e mudaria sua condição. E, por fim, não vemos o diabo devolvendo o que roubou, mas Deus lhe dando em dobro tudo o que possuía! (Jó 42.10).
Acredito que até mesmo se mantivermos uma atitude correta diante das perdas, mesmo sem ofertarmos, só de agirmos corretamente, que Deus recebe isto como honra, a ponto de restituir as perdas causadas pelo diabo.Precisamos aprender a honrar ao Senhor com nossos bens e atitude em relação a eles, porque este é um caminho que, além de agradar a Deus, nos levará a usufruir as suas abundantes bênçãos.
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Irineu Bosco Palaver
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Voce está servindo ao Senhor Jesus Cristo, ou a bezerros de ouro ?
Prefácio do livro “Os Heréticos que Seguiram os Pecados de Jereboão l”
Muitos cristãos hoje em dia não sabem que se tornaram heréticos por estarem seguindo os pecados de Jeroboão. Se eles soubessem, eles voltariam atrás e com toda certeza entenderiam o que o amor de Deus e a salvação dada por Ele são conseguidos tendo fé no evangelho da água e do Espírito. A história do Cristianismo no mundo
inteiro certamente mudaria então. Mas, infelizmente, todos os cristãos deste mundo agora ainda continuam seguindo os pecados de Jeroboão.
Qual é a base para se afirmar que os cristãos no mundo hoje estão seguindo os pecados de Jeroboão? A base que eu uso para afirmar isso é, antes de tudo, o fato de eles hoje crerem e adorarem o bezerro de ouro como se fosse seu deus, ao invés de adorarem o verdadeiro Deus, assim como Jeroboão creu no bezerro de ouro em lugar de Deus no Antigo Testamento. Para ser bem sincero, o Cristianismo hoje está seguindo os passos de Jeroboão ao invés de se afastar do pecado cometido por ele no Antigo Testamento.
Eles só estão buscando as bênçãos materiais deste mundo usando o nome de Jesus Cristo. Os líderes cristãos de hoje só querem enriquecer construindo igrejas cada vez maiores usando seus membros e tirando dinheiro deles.
Na região do Oriente Médio antigo, as pessoas adoravam Baal e Astarote. Naquela época, pelo fato de seus meios de sobrevivência serem a agricultura e a criação de gado, eles precisavam de muito vigor para trabalhar. Por isso, a fertilidade era considerada uma bênção na família. Sendo assim, eles criaram e adoraram Astarote, a deusa da fertilidade, e Baal, seguindo sua própria ganância.
O mesmo acontece com os cristãos hoje. Na verdade, eles dizem que crêem em Deus porque tudo que querem é seu bem-estar humano. Como resultado, os líderes cristãos de hoje estão levando os membros das suas igrejas a adorarem o bezerro de ouro. Eles ensinam seus membros a crerem em Jesus porque assim receberão bênçãos materiais de modo mais fácil em sua busca por poder, glória e bem-estar como filhos de Deus.
Ao dar mais importância às bênçãos materiais do que ao bem-estar da alma, eles acabam levando os cristãos a adorar o bezerro de ouro.
Os cristãos de hoje caíram num vazio, numa escuridão, num caos espiritual. Muitos líderes cristãos são assim, e o pior é que eles nem percebem que sua atual condição espiritual está mergulhada num vazio, numa escuridão, num caos. É por isso que a história do Cristianismo continua seguindo o caminho da adoração ao bezerro de ouro ao invés da adoração a Deus.
Isso só pode ser descrito realmente com uma grande tragédia. Os cristãos de hoje não conhecem a Verdade do evangelho da água e do Espírito que o Senhor criou e nos deu. E é por isso que eles continuam crendo nas doutrinas do Cristianismo, e não no evangelho da água e do Espírito. Por essa razão, a verdade é que, apesar de afirmarem que têm fé em Jesus, eles continuam crendo e seguindo o bezerro de ouro.
Nós temos que discernir quem são aqueles que adoram o bezerro de ouro dentro do Cristianismo. E ao voltarmos à presença do Deus da Verdade, nós temos que oferecer a Ele sacrifício de justiça. O sacrifício que Deus recebe com alegria é o sacrifício de justiça que as pessoas oferecem pela fé, após receberem a remissão de pecados tendo fé no evangelho da água e do Espírito. Vocês têm que se colocar diante de Deus, pensar seriamente sobre isso e ver se estão oferecendo ou não sacrifício de justiça a Ele pela fé que crê no evangelho da água e do Espírito.
Todos os cristãos que estão vivendo neste mundo decaído agora têm que colocar sua cabeça no lugar e começar a crer na Verdade do evangelho, no evangelho da água e do Espírito. Vocês têm que se perguntar mais uma vez: “Será que eu não estou adorando ao bezerro de ouro no lugar de Deus? Será que eu não estou amando mais os bens materiais do que a Deus?” E se sua resposta for sim, vocês então têm que se voltar para o Deus que é santo, perfeito e justo, e crer no evangelho da água e do Espírito. Mas se vocês por acaso ficarem em dúvida mesmo depois de ler este livro, eu quero que vocês analisem sua fé comparando-a com a Palavra de Deus ensinada na Bíblia Sagrada. Agora, eu afirmo que os cristãos do mundo inteiro que
adoram o bezerro de ouro são os verdadeiros heréticos para Deus.
Vocês também não estão adorando ao bezerro de ouro agora? Se vocês estão, eu espero que vocês voltem atrás, creiam no evangelho da água e do Espírito e adorem o verdadeiro Deus da Trindade: Deus Pai, Jesus Cristo e o Deus Espírito Santo, o Deus Triuno. Eu envio essa mensagem para vocês em nome de Jesus Cristo que nos salvou de todos os nossos pecados, nos deu a vida eterna e nos permitiu receber a herança do Céu.
O Autor
Caso queiram saber mais sobre os Herético que Seguiram os Pecados de Jereboão, me solicitem o livro que eu o enviarei gratuitamente, clicando a direita na barra “Pedidos de Livros Cristãos Grátis”,
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Irineu Bosco Palaver
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
A verdade sobre o dízimo
DIZIMO: CONTRIBUIÇÃO DA LEI OU DA GRAÇA
Para que, no caso de eu tardar, saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade. (I Timóteo 3:15)O objetivo deste estudo não é o de se contrapor ao dízimo, mas de esclarecer a verdade da forma certa de como contribuir pela graça, não por coação psicológica e doutrinária, utilizada por muitos líderes de igrejas, através de versículos da lei judaica, mas sim contribuir sem constrangimento exposto em (II Coríntios 9:7).O cristão não é obrigado a dar o dízimo, nem por medo do “devorador” (Malaquias 3:11) ou de ser amaldiçoado, porque o dízimo é um mandamento da lei judaica, além disso, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo e Ele já nos abençoou com todas as bênçãos nas regiões celestiais (Romanos 8:1) e (Efésios 1:3). Nem rouba a Deus o cristão que não dá o dízimo... não temos o dever de chamar de ladrão a quem Jesus libertou, se ele contribui com 0% ou 100% é uma atitude pessoal, ele é livre para decidir. Jesus condenou a atitude dos judeus escribas e fariseus que dizimavam até o cominho e não ofertavam o seu amor ao próximo. (Mateus 23:23), infelizmente, muitos cristãos têm repetido esta mesma atitude.Não há um só versículo no Novo Testamento, que registre a obrigatoriedade do cristão dizimar.Por outro lado, se o cristão deixa de contribuir ou diminui esta contribuição, por que descobre que não é obrigado, está agindo de má fé para com Deus, como fez Ananias e Safira, ele deve contribuir sim e feliz porque sabe que pode fazê-lo por amor a Deus e não por imposição de homens, e segundo o que propuser em seu coração. Toda a contribuição para a Igreja era feita unicamente através de ofertas e partilha de bens. Nós, cristãos, devemos ter o cuidado de não ficarmos como passarinho no ninho: obrigados a engolir o que colocam na nossa boca.Pela Lei, o dízimo era destinado à tribo levítica, aos sacerdotes desta tribo.Eles recebiam e se mantinham dos dízimos, porque não tinham herança e cuidavam do Templo de Deus, a Casa do Senhor, para onde os dízimos eram levados (Números 18:21/30). O Templo foi destruído e não existem mais os sacerdotes levitas. Pela Graça, a instituição do dízimo é ilegal e sem respaldo bíblico, porque todos nós somos sacerdotes de Cristo. (Apocalipse 1:6), pois não há mais necessidade desta tribo sacerdotal. O Dízimo foi estabelecido para os judeus; não para a igreja de Jesus Cristo. (Hebreus 7:5).Devemos compreender a diferença entre contribuir em LEI e o contribuir em GRAÇA, para não ficarmos debaixo de maldição, e obrigados a guardar toda a lei, se escolhermos seguir um mandamento dela, como disse o apóstolo Paulo em (Gálatas 5:3/4), pois quem cumpre um mandamento da lei é obrigado a guardar toda a lei.Somos servos do Senhor Jesus, não escravos de homens. (I Coríntios 7:23); (Gálatas 5:1) e foi para a liberdade que Ele nos chamou.Na Lei, o DÍZIMO era a causa principal da bênção do povo judeu e a bênção era consequência deste DÍZIMO (Malaquias 3:10). A maneira certa do povo judeu contribuir na LEI era dando o Dízimo para ser abençoado.Na GRAÇA, o Sacrifício de Cristo é a causa principal da bênção do povo cristão.Paulo, em (Efésios 1:3) nos afirma que Deus nos abençoou “EM CRISTO”, não “EM DÍZIMO”, por este motivo, a maneira correta do povo cristão contribuir em GRAÇA é no uso de (II Coríntios 9:7), porque abençoados já somos.Ao invés de incentivar os cristãos, com amor, a contribuírem na casa de Deus, muitas autoridades dizem que não o obrigam o pagamento do dízimo, mas usam textos do antigo testamento, como: ...repreenderei o devorador; ...roubais ao Senhor nos dízimos.. etc, que produzem temor nas pessoas e medo de maldição, porque tais autoridades dependem de altos salários pagos pelas igrejas ou têm receio que a obra do Senhor seja prejudicada se não houver imposição ou, por despreparo repetem os erros dos outros líderes, a todos faltando fé suficiente de que Deus prosperará a igreja, através da contribuição espontânea dos irmãos, como ocorria na igreja primitiva. O resultado disso tudo é o engano, o desvio da Verdade.Cristo não colocou “VINHO NOVO”(A GRAÇA) em “ODRES VELHOS”(A LEI). (Marcos 2:22).Jesus estabeleceu tudo novo e jogou fora o que era velho (Gálatas 4:30); (Hebreus 8:13). Não podemos fazer do cristianismo uma seita judaica. Paulo afirma (Gálatas 2:14). Toda esta confusão sobre o Dízimo seria erradicada do nosso meio se nos empenhássemos mais em conhecer profundamente a Palavra, sermos adultos na fé e não meninos. Se quisermos nos aprofundar na Palavra, devemos confrontar sempre o que as pessoas ensinam com o que a Bíblia realmente diz (I João 2:27), fazermos como os crentes de Beréia.Origens do dízimoDÍZIMO é um preceito da LEI de Moisés (Números 18:24), embora Abraão tenha dizimado antes da Lei, no lugar do número dos sacerdotes, os quais se encontravam nos seus lombos. (Hebreus 7:9/10). O Dízimo passou a ser um pacto (Deuteronômio 12:6/17), um contrato, entre Deus e os israelitas (Deuteronômio 14:22/28). Todavia, nem os gentios, e nenhum representante da Igreja de Cristo estavam lá para ouvir este pacto, ficando assim, a Igreja atualmente, comprometida com o dízimo. Porém, como Jesus cumpriu toda a lei (Romanos 10:4), ao estabelecer uma Novo Testamento (Hebreus 8:13), nem mesmo o judeu tem qualquer compromisso com a observância do Dízimo, uma vez convertido a Cristo.DISPENSAÇÃO: É um período em que o homem é provado na sua obediência a certa revelação da vontade de Deus. Encontra-se três vezes no Novo Testamento, em (Efésios 1:10); (Efésios 3:2) e (Colossenses 1:25).POVOS nas Escrituras Sagradas: judeus, gentios e Igreja (judeus + gentios).O DÍZIMO surgiu na dispensação da Promessa, de Abraão até Moisés. Deus estava para estabelecer o número de sacerdotes (10% da tribo de Levi), na dispensação da Lei, dentre os filhos de Levi, que já se encontravam nos lombos (no corpo) de Abraão, seriam seus descendentes (Hebreus 7:9/10) com a finalidade de ministrarem no Templo onde passariam a habitar. Foi o principal motivo, pelo qual, o Espírito inspirou Abraão a pagar a Melquisedeque o dízimo (Hebreus 7:4), referente a 10% dos sacerdotes da tribo de Levi que estavam nos seus lombos. Quando o dízimo foi instituído na Lei, os levitas ficaram isentos de pagá-lo, como diz o texto: ...Levi que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. (Hebreus 7:5/9).Ficaram isentos porque o dízimo deles foi pago na pessoa de Abraão a Melquisedeque, que era a figura do sacerdócio eterno de Cristo. Os sacerdotes levitas foram os únicos autorizados por Deus, aqui na terra, segundo as Escrituras, a receberem dízimo (II Crónicas 31:5/6) e (II Crónicas 31:12); (Neemias 10:37) e (Neemias 12:44), não o Sistema eclesiástico atual.Muitos irmãos indagam: “Mas porque Deus tem me abençoado, depois que tenho dado o dízimo?”Ora, se a Palavra diz que Deus é misericordioso até com os maus (Mateus 5:45), quanto mais com um filho seu, que é generoso para contribuir na Obra do Senhor, mesmo que não tenha conhecimento real da profundidade desta contribuição, sendo o seu coração sincero diante de Deus, Deus o prosperaria independentemente do que ele oferta ou do que vota. Deus está mais interessado na misericórdia dos nossos corações, que nos sacrifícios de nossas mãos, como dito em (Mateus 9:13).Foi extinto o sacerdócio levítico, que era da lei, para que um outro sacerdócio fosse levantado, segundo a Graça, Eterno (Hebreus 7:11/12). Somos livres em tudo, inclusive na forma de contribuir:Não há limite de contribuição, é segundo o que você propõe no seu coração, 0% ou 100%. A obrigação do dízimo, não mais existe. É um preceito da Lei judaica! (II Coríntios 9:7)Como contribuir? Em Lei ou em Graça?Para você entender melhor, usamos o seguinte exemplo:O AdultérioNa Lei: Para não adulterar, o meio utilizado foi o apedrejamento (Levítico 20:10).Na Graça: Para não adulterar, o meio utilizado foi o amor a Cristo (II Coríntios 5:14).ContribuiçãoNa Lei: Para contribuir, o meio utilizado foi o medo do devorador (Malaquias 3:10/11).Na Graça: Para contribuir, o meio utilizado é o amor a Cristo (II Coríntios 9:7).No Adultério e na Contribuição, mudou o meio, mas o objetivo foi o mesmo: Não adulterar e sempre contribuir.É isto que Deus quer revelar à sua igreja. Você vive debaixo da GRAÇA e não debaixo da LEI. Porque quando se faz uso da lei estando em graça, para alcançar certo objetivo, mesmo que certo, mas se o meio utilizado estiver errado, o resultado é a separação de Cristo e o cair da graça, sendo assim, a pessoa é obrigada a cumprir toda a lei, como nos afirma o Espírito Santo através de Paulo em (Gálatas 5:3/4). É por este motivo que se torna um erro gravíssimo o uso de (Malaquias 3:10) em plena GRAÇA em que vivemos, neste sentido (Malaquias 3:10), tornou-se no meio evangélico, “o pezinho de coelho” e “ferradura da sorte” para muita gente, principalmente para o Sistema Religioso atual, que não consegue viver por fé, porque a fé não é de todos (II Tessalonicenses 3:2) é só dos eleitos de Deus (Tito 1:1). Infelizmente, muitos se comportam como aqueles que queriam atirar a primeira pedra na mulher adúltera, provavelmente, se Jesus estivesse aqui diriam: “Mestre, este irmão ou irmã foi apanhado(a) em flagrante roubo, não tem dado o dízimo, vive roubando a Deus, (Malaquias 3:10) diz que tais sejam entregues ao devorador e que Deus não deve abrir as janelas dos céus para abençoá-las. Tu, pois o que dizes?” Creio que Jesus daria esta resposta: “O que você tem a ver com isso?”. Assim como ninguém vive perguntando se você é adúltero, também não deve viver perguntando se você é dizimista. Muitos chegam até ao absurdo a constranger o irmão ou irmã, expondo-o à vergonha de ter o seu nome numa relação de não dizimistas pregada na porta da igreja, quando não, tiram-lhe o ministério ou o discriminam, mas quando é um(a) irmão(ã) que dá um dízimo elevado, este, muitas vezes, é o mais honrado na igreja.Notemos que O Deus que fala em (Malaquias 3:10), é o mesmo que diz em (Malaquias 2:16) “... Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel...” e quase não ouvimos falar deste assunto nas igrejas. Repetimos: não se faz aqui, apologia à AVAREZA, porque isso não é de Deus e os avarentos, diz a Bíblia, não herdarão o Seu Reino, podemos dar até tudo o que temos, por amor, ao Senhor e isto alegra o coração de Deus: como alegrou o coração de Jesus observar a viúva pobre que deu tudo o que tinha. O que é errado é a forma escandalosa e nada cristã, relativa às contribuições. O crente em Jesus dá com alegria e amor, até mais de 10%, se puder.Mateus 23:23Jesus, acima, está falando para os fariseus daquela época, não para a igreja, que até então, não havia sido totalmente formada com fundamentos da graça, o ministério de Cristo não havia ainda sido consumado. (o véu do templo não havia sido rasgado) , tanto que Jesus ordenou ao homem que era leproso para apresentar-se ao sacerdote e fazer oferta pela purificação, conforme a Lei (Lucas 5:14).Os conservadores do dízimo ainda dizem: O DÍZIMO é uma tradição que devemos manter para não transgredir. O mesmo argumento utilizaram para Jesus em relação ao Sábado (Marcos 2:24) e o Lavar as mãos antes de comer (Mateus 15:2). Porque o Sábado fazia parte da Torá (lei judaica) e o Lavar as mãos fazia parte da Halaká (comportamento judaico). Veja o que o dinheiro faz, a ponto de esquecerem que, tanto o Dízimo como o Sábado e o Lavar as mãos eram tradições judaicas e não gentílicas. O DÏZIMO passou a ser a única tradição judaica que o Sistema Religioso vem mantendo até hoje no seio da Igreja gentílica. Não é um absurdo???Fazem uma lavagem cerebral religiosa porque o dízimo é a galinha dos ovos de ouro para muitos: é a única tradição que traz estabilidade financeira, mas não para Deus, porque Ele de nada necessita, pois é o dono de todas as coisas. Nem tampouco é servido por mãos humanas, (Atos 17:25).Infelizmente, muitas igrejas têm se tornado bem parecidas com a Antiga Igreja Romana, que usava as indulgências como fonte de lucro, induzindo os fiéis a contribuírem por medo da maldição, a comprarem sua salvação do Inferno e do Purgatório. Se um crente amaldiçoado pelo falta do seu dízimo, é ladrão, como pode estar liberto? Isto nos faz julgar o irmão e afirmar que o sacrifício de Cristo não foi suficiente na sua vida, como faz a Igreja Romana.Pare !... Confira na Palavra e reflita sobre tudo o que foi escrito aqui, Não permaneça debaixo da lei, mas se dizimar, faça-o com uma consciência liberta, mesmo que preguem ou façam o contrário.A Verdade deve sempre prevalecer, como disse o apóstolo Paulo: “Tornei-me acaso vosso inimigo, porque vos disse a verdade?” (Gálatas 4:16); (Romanos 7:4); (Gálatas 5:1).
Este texto foi copiado do blog do Vargas Jr.
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Irineu Bosco Palaver
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